O Autismo e as mais diversas linhas

Falar de Autismo é sempre algo muito complexo. Desde que o termo foi utilizado pela primeira vez, em 1908, pelo psiquiatra suíço Eugen Bleuler, muitas concepções, teorias e explicações já foram construídas, derrubadas, atualizadas, superadas.

De acordo com as diretrizes internacionais que vigoram atualmente (DSM-V e CID-10), o Autismo é um transtorno neurobiológico do desenvolvimento que, segundo os critérios diagnósticos do DSM, acomete duas áreas principais: déficits na comunicação e interação social e comportamentos repetitivos e interesses restritos. Além disso, com a última edição do DSM, todos os subtipos de autismo (Transtorno Autista, Autismo Infantil, Autismo de Alto Funcionamento, Autismo Atípico, Transtorno Global do Desenvolvimento sem outra especificação, Transtorno Desintegrativo da Infância e Transtorno de Asperger) foram reunidos em uma grande categoria denominada de Transtorno do Espectro Autista (TEA).  Acho que este foi um grande ganho tanto na área da medicina, quanto para nós, militantes da causa do Autismo, pois apesar de lidarmos com realidades por vezes distintas, existem muitos aspectos que nos unem.

Existem muitas formas de se lidar com o Autismo. ABA, Teacch, Floortime, Scerts, PECS. Teorias da psicanálise. Teorias comportamentais. Teorias afetivas. Não acredito que somente uma perspectiva seja capaz de dar conta da complexidade do transtorno. Autismo não tem cor, não tem raça, não tem classe social. Autismo não escolhe país, nem região, nem família.

Diante de tantos aspectos a serem considerados, acho que o respeito à individualidade e à liberdade de escolha é fundamental para que possamos cada vez mais nos unirmos, não somente como movimento social, mas como pessoas dispostas a lutar por um mundo melhor.

2 comentários em “O Autismo e as mais diversas linhas

  1. Perfeito filhaaaaaaaaaaa… 💜 Mas, é justamente a complexidade que envolve o autismo, o autista e a sua família, por vezes “promove a desunião” e discordâncias entre a “Família Azul”… O próprio fato de algumas famílias não aceitarem autismo como deficiência, mostra um pouco a falta de aceitação e o preconceito com o seu próprio autista… Nada é fácil em autismo, nem mesmo a sua definição!!! 😞

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    1. Tenho um filho autista e não acho ele deficiente. É o mesmo que dizer que uma pessoa que precisa usar óculos seja deficiente. Acho que tem autista deficiente e autistas com dificuldades, são duas coisas diferentes.

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