Personalização do atendimento em Autismo

Ontem assisti a uma palestra com o Dr. Ricardo Halpern, médico especialista em autismo, promovida pela Clínica Interligar em alusão ao nosso 02 de Abril, Dia Mundial de Conscientização do Autismo.

A palestra foi super interessante, falando sobre a importância de conhecermos os fatores etiológicos e os biomarcadores para o TEA. Porém, duas coisas me chamaram a atenção na fala do palestrante. A primeira delas foi a ideia de “medicina personalizada” para conduzir os tratamentos em autismo. Vivemos na era da informação, somos influenciados a aderirmos as mais variadas terapias e, por vezes, nos sentimos até culpados se não conseguimos oferecer tudo aos nossos filhos/irmãos/netos, etc. Mas é humanamente inviável atentarmos a questões farmacológicas, dietas de glúten/lactose, além de oferecermos sessões de ABA/Teacch/Floortime/SCERTS, atividades da vida diária, terapia ocupacional, fonoaudiologia, musicoterapia, equoterapia… Ufa! Precisamos selecionar. O acompanhamento médico é fundamental para que, embasados pelo conhecimento específico sobre aquela criança/adolescente/jovem/adulto com autismo, possamos escolher o que se encaixa e quais, nesta infinidade de opções, se adequarão melhor ao que estamos buscando.

Ainda nessa mesma linha “personalizada”, outro ponto que me chamou muito a atenção foi o fato do médico ter trazido a noção de que uma mãe que tem um filho de 3 anos recém diagnosticado com TEA não tem as mesmas necessidades de uma mãe que tem um filho com 21 anos. Para cada faixa etária deles, existem questões muito específicas e cada uma delas precisa de tempo e de uma atenção especial. Por isso é importante compreendermos os momentos que cada família está passando para ajudarmos da melhor forma possível.

Falar de Autismo é falar de espectro. É falar da sua experiência, não querendo impor esta a todas as outras experiências com o transtorno. É admitir que o que funciona para um, não funciona para o outro — e não há nenhum problema nisso!

Nesta Semana de Conscientização do Autismo que possamos lembrar que as nossas maiores armas são o respeito, a compreensão e, logicamente, o amor.

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